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O professor de inglês pode ser descartado?

Quando por um interesse particular, ou uma necessidade profissional vamos à busca do aprendizado de um segundo idioma, sempre encaramos um dilema: qual o melhor caminho? Há alguns anos o mais comum era se matricular numa escola de línguas. De preferência uma renomada, que era garantia de um aprendizado de qualidade. Como não eram muitas, não era difícil decidir, a não ser pelo preço. Porém, nem sempre eram acessíveis para muita gente.

 Hoje, graças aos recursos tecnológicos, há um universo de opções através de aplicativos, aulas no YouTube, E-books, cursos de ensino à distância, por Skype. E onde está o professor de inglês neste cenário? Muitas vezes trocando a sala de aula por um estúdio e gravando dezenas de vídeos. Mas esta ferramenta didática também tem sido questionada, assim como a importância de um professor presente.

Afinal, ele é um facilitador do aprendizado, um mediador neste processo, graças à sua capacidade de adequar as necessidades de cada aluno e suas aptidões. É um exercício contínuo de troca, no desenvolvimento detalhado da linguagem, na estrutura do novo idioma e na construção de um vocabulário seja ele básico, para viagens, negócios ou trabalho.

Em meus mais de 20 anos de carreira, estar ao lado do aluno tem sido essencial para um passo determinante: identificar os pontos fracos e, principalmente, os fortes que podem contribuir para o seu desenvolvimento na nova língua. Podemos dizer que é uma maneira de detectar o que forma suas “inteligências”. Não é uma tarefa fácil, mas há pistas de que tudo está no caminho certo. Eu, por exemplo, já sei que quando vem um sorriso após a lição, mesmo que discreto, é que se conseguiu aprender algo, incorporou o ensinamento dado ou parte dele. Já pela internet esta sutileza não é possível.

A relação professor-aluno, num contato presencial é insubstituível muitas vezes porque, além de incluir reações sutis como esta, exige algo ainda maior: inspirar quem está aprendendo e servir de exemplo. Motivar a autoestima pode trazer resultados surpreendentes, para encorajar o aluno a ir em frente e superar suas dificuldades no seu tempo.

Uma estratégia que gosto muito é usar a realidade do aluno, para trazer exemplos mais relevantes para a aula: uma história de família, do seu pet, da viagem de férias, do dia a dia com os colegas de trabalho. Esta identificação da sua vivência, relatada em outra língua, pode desencadear um maior interesse pelo aprendizado, devido à aproximação emocional dos fatos importantes.

Não se pode esquecer, porém, que há metas a serem cumpridas e ultrapassadas na pronúncia, uso de novo vocabulário e estruturas. Às vezes tenho a impressão que se cria uma espécie de dança, com dois passos para frente, um para trás. É neste ritmo que a aula vai acontecendo, com revisões constantes e treino, treino, treino.

Mesmo estando ao lado do aluno, por que não se valer dos recursos tecnológicos: ouvir música, assistir vídeos, filmes? Porém, sem abrir mão de usar ferramentas clássicas, como tradução, drilling ( repetição continua com substituição de elementos dentro de uma estrutura gramatical), listening, testes. Mas é preciso  estar atento para não fazer o “terror” da gramática ser a vilã o tempo todo ou a estrela da aula. Didáticas diferentes e variedade de temas devem fazer parte de um planejamento pensado para ensinar e envolver.

Aluno com preguiça de fazer lição não falta. Tem os hiper disciplinados também. Mas a reclamada “lição de casa” ainda é parte do aprendizado e da responsabilidade de fazer e entregar no prazo. Coisa de professor presente, e que pode ser driblada com um pouco mais de facilidade no ensino à distância. Afinal, não tem cara feia, nem bronca.

Hoje vivemos num cenário de rapidez e exigências que nem sempre podem ser cumpridas, quando se fala do aprendizado de uma segunda língua. Vale o esforço do aluno, os novos recursos didáticos, a lição de casa, as chamadas, as conversas nas redes sociais com amigos de outros países. Não se deve esquecer que o propósito é aprender e não permitir que as expectativas se convertam em frustrações, tanto para o professor, por não conseguir ver o aluno avançar, quanto para o aluno, que pode se sentir incapaz e desistir.

Acredito que o professor é, ainda, o grande responsável por gerar transformações e, por isso, precisa estar atento e atualizado sobre as atividades que possam provocar nos alunos exposições e experiências mais significativas no seu aprendizado. O equilíbrio é o ponto-chave. Nada do professor falar de si o tempo todo e nem ficar falando demais: o famoso TTT – Teacher Talking Time. O ideal, ou pelo menos seria, é manter um baixo TTT e fomentar o STT – Student Talking Time.

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